
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, cumpriu agenda em Pequim nesta terça-feira (25 de agosto de 2026) com duas reuniões importantes. A primeira foi com a Caac, o órgão que regula a aviação na China, onde conversou sobre a possibilidade de aumentar a frequência de voos entre os dois países. Hoje, Brasil e China têm apenas 4 voos por semana, todos operados pela Air China. O ministro não informou em quanto esse número pode subir nem quando a mudança pode acontecer.
A segunda reunião foi com a Cofco, a maior empresa estatal de alimentos e agricultura da China. Tomé apresentou a carteira de projetos hidroviários e portuários do governo brasileiro. A empresa demonstrou interesse especial no leilão do VDC29, um megaterminal para movimentação de grãos no Porto de Vila do Conde, no Pará. Esse projeto ainda está sendo analisado pela Antaq, a agência reguladora do setor. O edital estava previsto para agosto, mas atrasou. Após a publicação, o leilão deve ser marcado em até 60 dias, com previsão de acontecer entre novembro e dezembro deste ano.
Outro terminal que está no radar dos chineses é o Tecon 10, no Porto de Santos. O governo projeta investimentos de R$ 5,6 bilhões nesse terminal até 2034. O leilão é aguardado desde 2022 e passou por várias idas e vindas na modelagem. Tomé afirmou, em 31 de julho, que o certame ocorrerá em 2027, com publicação do edital ainda neste ano. Recentemente, o Cade aprovou a participação das empresas suíça MSC e dinamarquesa Maersk no leilão.
Após encerrar as agendas em Pequim, o ministro segue para Xangai, onde terá encontros com outras empresas chinesas de infraestrutura. Também vai se reunir com a ex-presidente Dilma Rousseff, que hoje comanda o NDB, o Novo Banco dos Brics, com sede em Xangai. O objetivo é prospectar financiamento do banco para projetos de infraestrutura brasileiros.
Fonte: Poder360




