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Notícias/AGRONEGÓCIO03/09/2026· KF News

Milho sobe na B3 e se aproxima de R$ 80, mas despenca em Chicago com realização de lucros

O mercado do milho operou em direções opostas no Brasil e no exterior nesta quinta-feira (3). Na B3, os contratos futuros encerraram a sessão anterior em alta. O vencimento setembro de 2026 subiu R$ 0,43, para R$ 72,61 por saca. Novembro de 2026 avançou R$ 0,23 e fechou a R$ 78,66, se aproximando da marca dos R$ 80. Janeiro de 2027 ganhou R$ 0,14 e terminou a R$ 81,93 por saca.

Na Bolsa de Chicago, o movimento foi inverso. Por volta das 8h41 do horário de Brasília, o vencimento setembro de 2026 era negociado a US$ 5,07 por bushel, com queda de 11,25 pontos. Dezembro de 2026 recuava 11,75 pontos, a US$ 5,31. Março de 2027 e maio de 2027 também perdiam 11,75 pontos cada, cotados a US$ 5,46 e US$ 5,53, respectivamente. A pressão veio da realização de lucros: depois de os contratos baterem máximas de vários anos na semana anterior, investidores passaram a reduzir posições e garantir os ganhos acumulados.

No mercado físico brasileiro, a comercialização continua lenta. O dólar mais fraco reduz a remuneração das exportações e afasta compradores, enquanto os produtores resistem em negociar nos valores atuais. No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 58 e R$ 65 por saca, com preço médio estadual calculado pela Emater de R$ 60,23, alta de 1,53% na semana. Em Santa Catarina, vendedores pedem cerca de R$ 60 por saca, mas compradores oferecem perto de R$ 55. O estado tem um déficit estimado em aproximadamente 6 milhões de toneladas e depende de fornecimentos de outros estados e do Paraguai. No Paraná, o preço médio recebido pelos produtores chegou a R$ 56,79 por saca, alta de 7,8% em relação a julho e de 11% na comparação com agosto de 2025. Em Mato Grosso do Sul, o milho é negociado entre R$ 54 e R$ 57 por saca, sustentado pela demanda das indústrias de bioenergia e etanol de milho. Segundo a TF Agroeconômica, a valorização dos futuros na B3 ainda não foi suficiente para destravar o mercado físico.

Fonte: Portal Agroneg.