
O ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, está reagindo, nos bastidores, às críticas que tem recebido da cúpula da Polícia Federal. A PF queria que a AGU tomasse medidas contra decisões do ministro do STF André Mendonça, que restringiram o trabalho da corporação. Uma das decisões barrou o acesso da cúpula da PF a informações de inquéritos contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Outra ordenou que a PF enviasse dados brutos da investigação.
Aliados de Messias dizem que ele considera essa pressão uma tentativa de "assédio" contra a AGU. Além disso, ele questiona por que a PF não cobra a mesma postura da Procuradoria-Geral da República, a PGR. Um membro da cúpula da AGU foi direto ao ponto: "Por que não pediram à PGR para atuar? Afinal, quem faz o controle externo da PF é a PGR, e não a AGU."
Pessoas próximas ao ministro avaliam que existe uma estratégia deliberada para desgastar Messias e, ao mesmo tempo, proteger o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O procurador foi arrastado para o Caso Master depois que seu nome apareceu em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
Fonte: Metropoles




