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Notícias/SAÚDE15/08/2026· KF News

Menina de 9 anos tem crise de riso por mais de 3 horas e mãe faz alerta nas redes sociais

Uma menina de 9 anos chamada Eduarda Barbosa foi levada ao Hospital Municipal de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, depois de ter uma crise de riso involuntário que durou mais de três horas. A mãe dela, Alinne Barbosa, fotógrafa e estudante de técnico em enfermagem, de 38 anos, contou que tudo começou enquanto ela lavava vasilhas em casa. Eduarda olhou pra ela e começou a rir. No início pareceu brincadeira, e a própria Alinne entrou na brincadeira junto com as outras filhas. Mas a menina continuou gargalhando mesmo depois de todas pararem.

Alinne conta que chegou a perguntar pra filha se havia algo engraçado no rosto dela. Eduarda respondia por gestos, estava consciente, mas não conseguia falar nem parar de rir. Quando notou as pupilas dilatadas e uma mudança no olhar da filha, a mãe decidiu ir direto ao hospital. Ela escolheu o Hospital Municipal de Contagem por ser o mais próximo, já que outros com neurologista ficavam em Belo Horizonte.

No hospital, a enfermeira da triagem percebeu que algo estava errado, chamou uma pediatra, que chamou outra, e o neurologista foi acionado. Foi solicitada uma tomografia. Nenhum remédio foi administrado na hora — a médica preferiu aguardar os resultados e a avaliação do especialista. Eduarda acabou dormindo de cansaço. Mãe e filha ficaram em observação.

A médica responsável pelo atendimento informou que o episódio foi um caso isolado, desencadeado por ansiedade ou estresse. Segundo Alinne, a filha não tem epilepsia e não é neurodivergente. A mãe postou um vídeo nas redes sociais para alertar outros pais.

O neurologista e neurofisiologista Dr. Victor Hugo Castro de Sá explica que a crise gelástica é um tipo raro de crise epiléptica, com riso involuntário provocado por uma descarga elétrica anormal no cérebro. Uma das causas associadas é o hamartoma hipotalâmico, uma lesão benigna na região do hipotálamo. Em geral, os episódios duram de segundos a menos de um minuto. A condição aparece com mais frequência na infância, mas também pode ocorrer em adultos. O médico orienta buscar atendimento de emergência quando a crise ultrapassar cinco minutos ou ocorrerem várias crises consecutivas.

Fonte: Metropoles