
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, liberou neste domingo, dia 6, o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para julgamento no plenário do STF. Com isso, cabe agora ao presidente do Supremo, Edson Fachin, definir a data — que ainda não foi estabelecida. A tendência, segundo a matéria, é que Fachin aguarde o prazo de cinco dias que ele mesmo concedeu aos envolvidos para se manifestar antes de pautar o caso.
O plenário vai decidir se será aberta ou não uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O caso teve origem em um relatório da Polícia Federal, tornado público por Mendonça na última terça-feira, dia 1º. O documento aponta indícios de que Vorcaro e Moraes mantinham uma relação muito próxima, e que o dono do banco Master teria pedido orientação ao ministro no auge da crise do banco. O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, em meio a investigações de fraudes bilionárias.
O relatório reúne mensagens trocadas entre os dois. A PF identificou que Vorcaro produzia anotações no celular e, segundos depois, enviava mensagens a um contato salvo como "Alexandre de Moraes BRASILIA". Em uma das anotações, Vorcaro escreveu ter recebido informações confidenciais do Banco Central e mencionou ser importante "reforçar com Andrei e Paulo". A PF aponta que as referências são ao diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Mendonça afirmou que o julgamento ocorrerá de forma pública e transparente, em sessão presencial, independentemente da manifestação da Procuradoria-Geral da República. O ministro também mandou retirar os novos elementos da investigação original, reunindo tudo em uma petição autônoma no Supremo, além de levantar o sigilo do processo, justificando que o interesse público nas informações exigia que o caso tramitasse de forma aberta.
Fonte: CNN




