
Os medicamentos genéricos existem no Brasil desde 1999, quando foi sancionada a Lei nº 9.787, chamada de Lei dos Genéricos. Mesmo assim, parte da população ainda tem dúvida sobre a eficácia e a segurança desses remédios. Quando uma empresa cria um medicamento novo, ele é chamado de referência. Após 20 anos, a patente vence e outras empresas podem fabricar a versão genérica — mas com regras bem rígidas. O genérico precisa ter o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica do original, e passa por dois tipos de testes obrigatórios: equivalência farmacêutica e bioequivalência. A diretora científica da Medley, Jussara Barbutti, afirma que os genéricos atendem aos mesmos critérios de qualidade, eficácia e segurança exigidos para os remédios de marca, e que esse método já é adotado há décadas em países como Estados Unidos, Japão e nações europeias, que representam cerca de 60% do mercado global de medicamentos. O presidente-executivo da PróGenéricos, Tiago de Moraes Vicente, explica que os testes de bioequivalência avaliam se o princípio ativo chega ao organismo em quantidade e velocidade comparáveis ao remédio original, e só após aprovação da Anvisa o medicamento pode ser registrado como genérico. O preço menor não tem relação com qualidade inferior: acontece porque o investimento de pesquisa e descoberta da substância já foi feito. A Anvisa determina que o genérico deve custar no mínimo 35% a menos que o de referência, e a concorrência entre laboratórios pode baixar ainda mais esse valor. Para identificar o genérico na farmácia, o consumidor deve procurar na embalagem a faixa amarela com a letra G em destaque.
Fonte: Metropoles




