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Notícias/SAÚDE19/08/2026· KF News

Medicamento em comprimido chega ao Brasil como nova opção para tratar psoríase grave

A psoríase é uma doença de pele que não passa de pessoa para pessoa, mas ainda sofre muito preconceito. Quem tem a doença acaba se isolando, e isso afeta diretamente a autoestima e a qualidade de vida. Atualmente, 80% dos pacientes têm a forma leve, com lesões localizadas no cotovelo, joelho, costas e couro cabeludo, controladas com pomadas e hidratantes. Os outros 20% enfrentam a forma grave, que pode atingir mais de 10% do corpo ou áreas específicas como unhas, palmas, planta dos pés, rosto e região genital. Nesses casos, a pomada não resolve, e a doença pode estar associada até à ansiedade e à depressão.

Para quadros mais sérios, entra o tratamento sistêmico, que inclui a fototerapia — técnica que expõe a pele a doses controladas de luz ultravioleta em cabines especiais — e medicamentos orais, que podem causar efeitos colaterais no fígado, nos rins e no sistema imunológico. Há cerca de 20 anos surgiram os biológicos, injeções que bloqueiam a inflamação de forma mais localizada sem afetar tanto o restante do organismo.

Agora chegou ao Brasil mais uma opção: o apremilaste, um medicamento de pequenas moléculas que age de forma parecida com os biológicos, mas em formato de comprimido — dois por dia. Segundo Ricardo Romiti, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e responsável pelo Ambulatório de Psoríase do Hospital das Clínicas da USP, o comprimido é mais prático porque não precisa ser guardado na geladeira nem aplicado por injeção, sendo especialmente útil para quem tem medo de agulha ou viaja com frequência. A Anvisa aprovou o apremilaste para psoríase em placas moderada a grave em adultos e crianças a partir dos 6 anos. O medicamento, porém, ainda não passou pelo processo de incorporação ao SUS.

Fonte: Drauzio Varella