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Notícias/AGRONEGÓCIO27/08/2026· KF News

Maturação desigual do algodão exige estratégia para reduzir perdas na colheita

A maturação desigual do algodão dentro de um mesmo talhão é um desafio para o planejamento da colheita. Enquanto algumas plantas já apresentam capulhos completamente abertos, outras ainda têm maçãs em formação, folhas e estruturas verdes. Esse desequilíbrio pode ter várias origens: falhas no plantio, replantio de áreas, diferenças na fertilidade do solo, variações de relevo, deficiência ou excesso de água, irrigação desuniforme, ataque de pragas, aplicação de reguladores de crescimento em épocas diferentes e variação na população de plantas.

Colher cedo demais prejudica a fibra, que pode sair mais curta, menos resistente e com mais impurezas. Esperar tempo demais também tem seu custo: os capulhos já abertos ficam expostos à chuva, ao vento e ao sol, com risco de queda, manchamento, aumento de umidade e perda de valor comercial.

A estratégia recomendada é identificar como a desuniformidade está distribuída no talhão — se está em pequenas manchas, em faixas maiores ou espalhada por toda a área — e agir conforme cada situação. Quando possível, divide-se o talhão em blocos mais homogêneos, aplica-se o desfolhante primeiro nas partes mais maduras e colhe-se em etapas. A capacidade operacional da propriedade, como número de colhedoras, operadores e caminhões, também influencia na ordem de prioridade dos talhões.

A regulagem da colhedora deve acompanhar as variações do campo: velocidade, altura de trabalho e parâmetros internos precisam ser ajustados conforme o porte das plantas, a umidade e o grau de abertura dos capulhos. Após cada passagem, é indispensável checar o que ficou nas plantas, caiu no chão ou foi recolhido com excesso de material verde. O uso de desfolhantes e outros insumos deve seguir rigorosamente o receituário agronômico e a orientação de profissional habilitado.

Fonte: Portal Agroneg.