
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, respondeu com dureza ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) depois que o petista acusou a oposição de agir para travar a votação da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1.
Lula publicou nas redes sociais que a oposição, "capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial", tentou impedir o avanço da proposta no Senado na quarta-feira (2/9). O presidente não citou Marinho pelo nome.
Na resposta, o senador foi direto: "Lula, ou você é burro ou mal-intencionado. Como você engana a população há mais de 40 anos, sei que burro não é. Então, posso afirmar com toda a certeza que é mal-intencionado."
Marinho chamou a proposta de "golpe da picanha 2" e argumentou que empresas e trabalhadores pagariam o preço da mudança, com consequências como preços mais altos, empresas fechando, desemprego e um aumento da informalidade. Encerrou a publicação acusando Lula de ter "um projeto de poder e não um projeto de país" e o chamou de "ladrão da esperança."
A PEC foi aprovada na quarta-feira pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas a votação no plenário não aconteceu. Marinho foi um dos quatro senadores que votaram contra o texto na comissão, ao lado de Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagatoli (PL-RO). Esta é a última semana de esforço concentrado no Senado antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
Fonte: Metropoles




