
Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, prestou depoimento em 27 de agosto ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, diretamente da Papudinha, onde está preso preventivamente. Na oitiva, conduzida pelo juiz auxiliar João Azambuja e acompanhada pelos advogados Daniel Bialski e Engels Muniz e por um integrante do Ministério Público Federal, Vorcaro relatou que sua mãe e sua irmã, que estariam sozinhas em casa, receberam ameaças de morte por e-mail e por telefone após a sua prisão.
"Receberam inúmeras ameaças de morte e falaram que eu seria morto. Tem e-mails, inclusive, depois a gente pode entregar e-mails de morte, ameaçando morte", afirmou o empresário. Ele disse que todos os contatos eram anônimos. Vorcaro relatou ainda ser pessoalmente alvo de ameaças e intimidações por parte de investigadores da Polícia Federal. A corporação não esteve presente no depoimento.
O gabinete do ministro André Mendonça confirmou que a oitiva foi realizada a pedido da defesa e que o depoimento registrou relatos sobre "grandes intimidações". Nesta quinta-feira, 3 de setembro de 2026, a Procuradoria-Geral da República se manifestou pelo arquivamento da petição aberta a partir dos relatos de Vorcaro, por considerar que ele não apresentou fatos concretos ou juridicamente relevantes que justifiquem investigação sobre possíveis ameaças e intimidações da PF. A defesa de Vorcaro informou que não pretende se manifestar sobre os fatos relatados pela reportagem.
Fonte: Poder360




