
Neste domingo (16), Lula abriu oficialmente sua campanha à reeleição para 2026 no Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo, o mesmo lugar onde, em 1979, ele liderou uma das maiores greves de metalúrgicos do ABC paulista. Naquela época, com 33 anos, ele falava de cima de uma mesa de bar, sem microfone, para uma multidão que repetia suas palavras de boca em boca pela Vila Euclides. Agora, aos 80 anos, voltou ao mesmo gramado com telões, aliados e três mandatos presidenciais nas costas.
Cerca de 40 mil pessoas estiveram no evento, segundo contagem da própria campanha petista. O ato teve abertura com um vídeo que simulava um diálogo entre o Lula de hoje e sua versão de 1979. Antes do presidente subir ao palco, discursaram a primeira-dama Janja da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad.
No discurso, que durou mais de 3 horas sob sol de quase 30ºC, Lula relembrou momentos da sua trajetória, incluindo a morte de sua mãe, Dona Lindu, quando estava preso durante a greve de 1980, e a impossibilidade de ir ao enterro do irmão Vavá em 2019, também durante prisão.
Nos temas de campanha, prometeu ir atrás dos líderes e financiadores das facções, não só dos criminosos das periferias. Defendeu mais educação como política de segurança, dizendo que investir em escola custa menos do que encher presídio. Sobre soberania, afirmou que o Brasil precisa parar de exportar minerais brutos e passar a transformá-los e industrializá-los dentro do próprio país. Também defendeu a criação do Ministério da Segurança Pública, condicionada à aprovação da PEC da Segurança.
Fonte: Jovem Pan




