
Jared Kushner, genro do presidente americano Donald Trump e enviado dos Estados Unidos, se reuniu neste domingo, dia 16, com uma delegação do Hamas no Egito. O encontro faz parte dos esforços de Washington para reduzir as diferenças entre Israel e o Hamas e fazer avançar o plano de paz para Gaza proposto por Trump.
O Hamas aprovou no fim de julho um roteiro americano para a segunda fase do plano, que prevê o desarmamento do movimento islamista e a retirada de Israel do território palestino. Mas o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu rejeitou o texto e exigiu um desarmamento que ele chamou de verdadeiro.
Durante a reunião no Egito, o Hamas reafirmou seu compromisso com o plano apoiado pelos EUA e pediu ao Conselho da Paz e aos países mediadores que pressionem Israel a aceitar o roteiro da segunda fase. Kushner, por sua vez, insistiu no desarmamento total do grupo, na exclusão do Hamas de qualquer papel no futuro governo de Gaza e pediu provas verificáveis do desarmamento, além de garantias de que Gaza não volte a representar ameaças a Israel.
Antes do encontro com o Hamas, Kushner havia se reunido com mediadores do Egito, Catar e Turquia e com Nickolay Mladenov, alto representante para Gaza do Conselho da Paz. Kushner também se encontrou com o presidente egípcio Abdel Fattah al Sisi. O líder do Hamas, Jalil al Haya, se reuniu separadamente com o chefe da inteligência egípcia, Hasan Rashad.
Oito países muçulmanos, entre eles Egito, Catar e Turquia, condenaram em comunicado conjunto a rejeição israelense ao roteiro, dizendo que isso coloca em risco os esforços por uma paz justa e duradoura. Hamas e Israel se acusam de violar o cessar-fogo firmado em outubro de 2025. Israel retomou ataques aéreos em Gaza, com feridos registrados após ataque a uma casa a oeste de Nuseirat e tiros contra tendas de deslocados perto de Khan Yunis. Desde a entrada em vigor do cessar-fogo, em 10 de outubro, ao menos 1.262 palestinos morreram em operações israelenses, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, dados considerados confiáveis pela ONU. O Exército israelense registrou cinco mortes entre seus integrantes no mesmo período.
Fonte: Jovem Pan




