
Durante comício realizado em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, no sábado (5 de setembro de 2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o Brasil desenvolva sua própria inteligência artificial, sem depender de tecnologias produzidas por China ou Estados Unidos. "Eu não quero ficar dependendo da China e nem dos EUA. Nós queremos inteligência artificial em português", declarou Lula no evento.
A campanha do presidente costuma citar o PBIA — Plano Brasileiro de Inteligência Artificial — como uma conquista nessa área. O plano foi lançado pelo governo federal e prevê R$ 23 bilhões em investimentos até 2028, voltados para infraestrutura, capacitação, pesquisa e desenvolvimento de soluções nacionais.
No Congresso, o debate sobre o Marco da IA segue em aberto. O PL 2.338 de 2023 já foi aprovado pelo Senado, mas ainda aguarda votação na Câmara dos Deputados. Há divergências sobre como deve funcionar a regulação e a fiscalização da inteligência artificial no país.
Na mesma fala, Lula destacou o gov.br como exemplo da expansão do governo digital, afirmando que 178 milhões de pessoas já se conectam à plataforma, número que, segundo ele, está próximo de alcançar toda a população brasileira.
O presidente também mencionou a aprovação do Redata pelo Senado, dizendo que a medida tem potencial de atrair R$ 500 bilhões em investimentos para a instalação de data centers no Brasil. Segundo ele, o país tem como vantagem a oferta de energia barata, e as empresas que instalarem esses centros terão de produzir a própria energia.
Fonte: Poder360




