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Notícias/NEWS31/08/2026· KF News

Lobista investigada pela Polícia Federal acumula calotes em tapeceiro, escola e loja de roupas em São Paulo e Minas Gerais

A lobista Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal por suspeitas de corrupção e tráfico de influência em Brasília, acumula uma série de ações na Justiça — em São Paulo e em Minas Gerais — por não pagar dívidas com profissionais autônomos e estabelecimentos. A reportagem é do programa Fantástico, da TV Globo, exibida no dia 30 de agosto de 2026.

O inquérito da PF apura ligações dela com Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência; com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula; e com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como operador de fraudes em benefícios previdenciários e preso preventivamente.

Em 2011, ela contratou o tapeceiro Nilton Cezar Pires para reformar estofados, camas e revestimentos da casa por R$ 61 mil, mas pagou apenas R$ 25 mil. O tapeceiro ganhou em todas as instâncias, incluindo o STJ, mas os acordos foram descumpridos. Para tentar paralisar o processo, Roberta entregou à Justiça 14 gravuras que ela avaliou em R$ 70 mil, apresentadas como obras originais de Candido Portinari. O Projeto Portinari, entidade responsável pela autenticação do acervo do artista, disse ao Fantástico que as peças eram reproduções impressas, sem nenhum valor de originalidade.

Em 2016, ela convenceu o investidor Lauro Vallejo a colocar uma fazenda em Minas Gerais como garantia de empréstimo, prometendo comissão de R$ 40 mil e participação na bilheteria de um filme. O aporte estrangeiro não veio, as parcelas não foram pagas e o credor ficou com a fazenda na Justiça. O imóvel era avaliado em R$ 8 milhões.

Em 2020, os donos de um apartamento de alto padrão em São Paulo abriram ação de despejo por falta de pagamento de aluguel, condomínio e IPTU. Ela só saiu em 2023 e a dívida, que chegou a R$ 500 mil, só foi quitada em maio de 2024. Roberta também deve R$ 91 mil à escola onde a filha estudava e R$ 21 mil a uma loja de roupas. Em 2022, contratou uma agência de publicidade por R$ 42 mil para pré-campanha a deputada federal, mas pagou apenas R$ 4.200. Processos movidos por uma babá e uma empregada doméstica, que somavam R$ 50 mil em verbas rescisórias não pagas, prescreveram sem que os valores fossem recebidos. Em 2 casos, ela alegou ser pobre para não arcar com os custos do processo.

Fonte: Poder360