
O líder supremo do Irã, aiatolá Khamenei, fez mudanças importantes na cúpula de segurança do país neste domingo (9). Mohammad Bagher Zolghadr foi nomeado conselheiro político de Khamenei, enquanto o major-general Mohsen Rezaei assumiu a liderança no Conselho Supremo de Segurança Nacional, o maior cargo de segurança do Irã. O posto pertencia a Ali Larijani, que foi morto em um ataque dos EUA e de Israel em março. Depois da morte de Larijani, Zolghadr ocupava a função, mas agora passa a assessorar diretamente o líder supremo. Khamenei desejou sucesso aos dois para avançar nos ideais da Revolução Islâmica. O aiatolá também informou ter se reunido com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian para tratar de economia e questões militares, incluindo a guerra contra EUA e Israel, gastos com moeda doméstica, estrangeira e energia, e relações econômicas com países parceiros. Segundo fontes americanas ouvidas pela Axios, há um racha dentro do governo de Teerã: o grupo ligado a Pezeshkian está preocupado com um colapso econômico e quer fechar um acordo com os EUA, enquanto o grupo liderado por Ahmad Vahidi, comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, rejeita qualquer concessão nas negociações. A reportagem aponta ainda que Trump estava inclinado a retomar os combates em força total, mas optou por manter a pressão econômica enquanto conduz o que a Axios chamou de "semi-negociações". Zolghadr também anunciou as condições do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz: os EUA teriam que encerrar permanentemente a guerra contra o Irã e seus aliados no Líbano, Gaza, Iêmen e Iraque, além de retirar forças militares da região e encerrar o bloqueio naval.
Fonte: Jovem Pan




