
A Justiça Eleitoral determinou que dois candidatos retirem o nome "Bolsonaro" de suas identificações de urna. Os tribunais regionais eleitorais do Rio de Janeiro e de Mato Grosso decidiram que nenhum dos dois tem direito ao uso da referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL.
No Rio de Janeiro, o TRE-RJ barrou Renato de Araújo Corrêa, candidato do PL a deputado federal, de concorrer com o nome de urna "Renato Araújo do Bolsonaro". O desembargador Paulo Cesar Salomão Filho entendeu que a proximidade pessoal e política com a família do ex-presidente não autoriza o uso do sobrenome na identificação eleitoral. O argumento central foi o risco de confusão para o eleitor. A defesa de Renato apresentou vídeos e registros mostrando sua ligação com Bolsonaro — ele é empresário de Angra dos Reis, amigo do ex-presidente e participou da fiscalização da reforma de uma casa de Jair Bolsonaro na Vila Histórica de Mambucaba. Mesmo assim, as provas não foram consideradas suficientes. Se não apresentar um novo nome e tiver a candidatura aprovada, ele aparecerá na urna com seu nome civil completo: Renato de Araújo Corrêa.
Em Mato Grosso, o TRE-MT rejeitou o nome "Flaviane do Bolsonaro", registrado por Flaviane Ramalho de Oliveira, candidata do Novo a deputada estadual. Ela deverá concorrer como "Dr.ª Flaviane Ramalho".
As decisões fazem parte de uma ofensiva do Ministério Público Eleitoral contra o uso de sobrenomes de líderes políticos em nomes de urna. Segundo o jornal O Globo, ao menos outros 6 candidatos que adotaram "Bolsonaro" no nome de urna ainda aguardam julgamento. Há também um caso semelhante envolvendo o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
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