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Notícias/POLÍTICA25/08/2026· KF News

Justiça dos EUA diz que documento usado para prender Filipe Martins é falso

A Justiça dos Estados Unidos declarou que um documento falso foi usado para justificar a prisão de Filipe Martins, ex-assessor especial para Assuntos Internacionais no governo Bolsonaro, que governou entre 2019 e 2022. Em 2024, o ministro do STF Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva de Martins com base em um registro do sistema de migração americano que indicava que ele teria viajado aos Estados Unidos no dia 30 de junho, junto com o então presidente Jair Bolsonaro. A defesa sempre negou a viagem, e a CNN confirmou com a empresa aérea Latam que, em dezembro de 2022, Martins estava no Paraná, no Brasil, e não havia saído do país. Em audiência realizada no dia 5 de março de 2026, no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Central da Flórida, em Orlando, o juiz federal Gregory A. Presnell determinou que o governo americano esclareça como e por quem foi feita uma "entrada falsa" nos registros do Departamento de Segurança Interna e da Alfândega e Proteção de Fronteiras. O caso foi revelado pela Folha de S.Paulo e confirmado pela CNN a partir da transcrição oficial da audiência. O juiz rejeitou o argumento do governo de que não podia apontar o responsável pela entrada falsa porque o próprio autor do pedido não havia informado quem seria essa pessoa. "Pense na lógica disso. Isso é absurdo", disse Presnell. O magistrado afirmou que os fatos centrais já não estão em disputa: houve uma entrada falsa nos registros da Patrulha de Fronteira que causou "dano considerável" a Martins, inclusive resultando em sua prisão. O juiz não encerrou o processo e determinou que as duas partes se reúnam para definir termos de busca mais específicos, com recorte a partir de dezembro de 2022, e voltem a apresentar um relatório ao tribunal. Martins ficou em prisão preventiva por seis meses em 2024. Em 2025, foi condenado pela Primeira Turma do STF a 21 anos de prisão por crimes ligados à tentativa de golpe de Estado para manter Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022.

Fonte: CNN