Rádio Melodia Europa

Notícia

POLÍTICA

Notícias/POLÍTICA25/08/2026· KF News

Janja repudia críticas de Renan Santos feitas em debate na Band e candidato rebate em vídeo

A primeira-dama Janja da Silva enviou uma nota oficial à TV Band na segunda-feira (24.ago.2026) repudiando falas do candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, feitas durante o debate presidencial exibido no domingo (23.ago) pela emissora. A nota foi lida pela jornalista Adriana Araújo durante o Jornal da Band.

Durante o debate, Renan criticou a ausência do presidente e também candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que ele teria ficado com "aquela Janja" e que encontraria "companhias melhores" no evento. Mais tarde voltou a citar a primeira-dama: "Ou está bêbado ou está com a Janja. Melhor ficar bêbado."

Na nota, Janja afirmou que Renan "atacou de forma pessoal e depreciativa uma mulher que não é candidata, não estava presente para se defender e não tinha qualquer relação com o tema em discussão." Ela disse ainda que "insinuar que a companhia da esposa de outro presidenciável seria motivo de pena está longe de ser uma crítica política" e classificou a atitude como "ferramenta misógina para atacar um adversário político."

Janja também trouxe um episódio de 2017 em que Renan aparece em vídeo dizendo que uma amiga sua seria estuprada caso ele e um grupo de pessoas não conseguisse entrar em um bar, afirmando que ele "incitou dezenas de homens a cometerem um estupro coletivo." Em entrevista à GloboNews, em 5 de agosto, para as jornalistas Andreia Sadi e Natuza Nery, Renan disse que foi uma "piada infeliz" da qual se arrependia.

Renan reagiu em vídeo dizendo que "fazer uma crítica política a uma figura pública não é misoginia" e afirmou que, quando eleito, pessoas "como ela" poderão ser condenadas e presas. Também nesta segunda, o candidato ao governo da Paraíba Olímpio Rocha (Psol-PB) protocolou uma representação contra Renan no Ministério Público Eleitoral pedindo apuração de possível injúria eleitoral e de violação ao artigo 243 do Código Eleitoral, que proíbe propaganda que deprecie a condição feminina.

Fonte: Poder360