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Notícias/NEWS19/08/2026· KF News

Inadimplência empresarial cresce 13,64% em julho, aponta SPC Brasil

A inadimplência das empresas no Brasil cresceu 13,64% em julho de 2026 na comparação com julho do ano anterior, de acordo com o Indicador de Inadimplência de Pessoas Jurídicas do SPC Brasil, divulgado na segunda-feira, 17 de agosto de 2026. No mesmo período, o número de dívidas em atraso avançou ainda mais: 15,66%.

O SPC Brasil apontou que negócios que chegam ao segundo semestre com restrições financeiras têm menos previsibilidade e mais dificuldade para tomar decisões sobre compras, investimentos e negociação de condições comerciais.

João Paulo Travasso, coordenador de Soluções do SPC Brasil, explicou que quando uma empresa aparece com restrições no CNPJ, o impacto vai além da dívida em aberto. Segundo ele, a situação compromete o planejamento e torna mais difícil negociar novos compromissos — justamente num momento em que as empresas precisam se preparar para um segundo semestre mais intenso.

Em julho, 69,02% das negativações de empresas eram de negócios reincidentes, ou seja, que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos 12 meses anteriores. Desse grupo, 44,12% ainda não tinham quitado dívidas antigas, e 24,89% tinham saído do cadastro mas voltaram a ser negativadas.

A reincidência também cresceu: nos 12 meses encerrados em julho, o número de empresas reincidentes aumentou 11,91% em relação ao período anterior. O intervalo médio entre o vencimento de uma dívida negativada e outra foi de 43,7 dias.

Cada empresa negativada devia, em média, R$ 7.013,87 e tinha débitos com uma média de 1,79 empresas credoras. Do total de inadimplentes, 38,48% tinham dívidas de até R$ 1.000, enquanto 24,71% concentravam débitos acima de R$ 7.500.

Para Travasso, a reincidência mostra que muitas empresas conseguem resolver uma pendência, mas ainda não equilibraram de vez a situação financeira. Ele defende que, além de quitar uma dívida, é preciso entender a origem do desequilíbrio, reorganizar o fluxo de caixa e avaliar os compromissos dos próximos meses.

Fonte: Poder360