
O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, dia 18 de agosto, pela 11ª vez seguida, marcando a pior sequência de baixas em três anos. No encerramento do pregão, o índice recuou 0,27%, aos 166.334,86 pontos. Pela manhã, chegou a bater no piso de 166.211,30 pontos.
As ações da Petrobras foram um dos poucos pontos positivos do dia. Os papéis preferenciais subiram 0,31% e os ordinários, 0,15%. A boa notícia que ajudou foi a descoberta de petróleo no poço Morpho, na Margem Equatorial. "Agradou a notícia sobre a Margem Equatorial e o petróleo em alta ajuda muito a Petrobras, mas, de forma geral, o mercado está em dúvida com a bolsa", afirmou Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez.
Do outro lado, o desempenho ruim dos bancos pesou: Itaú e Bradesco foram destaque negativo. As preocupações com as negociações entre EUA e Irã para abertura do Estreito de Ormuz mantêm os preços do petróleo em alta. O Brent para outubro fechou em alta de 0,17%, a US$ 91,02 o barril, na Intercontinental Exchange de Londres.
Os conflitos no Oriente Médio seguem como pano de fundo e contribuem para o movimento cauteloso dos estrangeiros, que temem uma inflação global mais persistente e juros altos por mais tempo. Para Marcos Bassani, da Boa Brasil Capital, os estrangeiros continuam tirando recursos da bolsa brasileira e buscando outros mercados. Rodrigo Moliterno, da Veedha Investimentos, ressaltou que a política começa a interferir mais no humor do mercado. A ata do Federal Reserve, o banco central americano, será divulgada nesta quarta-feira e é o próximo ponto de atenção dos investidores.
Fonte: Jovem Pan




