
Dois clássicos do funk brasileiro dos anos 1990 foram parar no coração das campanhas presidenciais de 2026. O Rap da Felicidade, eternizado por Cidinho & Doca, virou a base do jingle de Augusto Cury, candidato pelo Avante. MC Doca, intérprete original da música e filiado ao Avante, está ao lado de Cury e falou sobre a escolha. "Lá atrás, quando cantei o Rap da Felicidade, a gente estava gritando por algo que queria de verdade. Agora, tenho a oportunidade de estar do lado de um candidato que pode mudar o Brasil. Nenhum candidato vai ser perfeito, mas nós queremos paz", afirmou o artista.
Já o Rap do Silva, gravado por MC Bob Rum em 1996, entrou na campanha de reeleição do presidente Lula, do PT. Bob Rum celebrou a presença da música na campanha e declarou que se sente honrado em ter sua obra associada ao presidente.
Flávio Bolsonaro, do PL, seguiu um caminho diferente: escolheu o sertanejo como jingle oficial da campanha, gênero ligado ao interior e ao agronegócio. Mesmo assim, no início da campanha, Flávio também divulgou um funk autoral, com coreografia e linguagem voltadas ao público jovem.
O analista político Pedro Müller, consultor da Seta Public Affairs e formado em ciências políticas e história pela Universidade da Califórnia, explica que o funk oferece identidade territorial, reconhecimento imediato e a capacidade de transformar uma mensagem política em algo fácil de repetir. Segundo ele, o gênero conecta candidatos diretamente aos grandes centros urbanos do Sudeste, onde está concentrada a maior parte da população brasileira — e que, na avaliação do analista, deve decidir a eleição de 2026, assim como aconteceu em 2022.
Fonte: Metropoles - Entrete




