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Notícias/AGRONEGÓCIO04/09/2026· KF News

Frete alto pressiona produtor de soja no Brasil mesmo com preços firmes nos portos

O mercado da soja encerrou a semana em ritmo mais cauteloso. Em Chicago, os contratos futuros operavam perto da estabilidade nesta sexta-feira, dia 4, depois de uma semana marcada por forte volatilidade. O contrato para novembro de 2026 estava sendo negociado a US$ 13,14 por bushel, e o vencimento de março de 2027 operava próximo de US$ 13,34. As perdas registradas eram moderadas, entre 1,50 e 2,50 pontos.

Os investidores continuam de olho principalmente na demanda da China, no desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos e nas projeções do Departamento de Agricultura americano, o USDA, para a safra 2026/27. As compras chinesas avançam no ritmo mais acelerado dos últimos quatro anos no mercado norte-americano, o que ajuda a segurar as cotações. Por outro lado, a perspectiva de uma produção elevada nos Estados Unidos impede uma recuperação mais forte dos preços.

No Brasil, os preços se mantiveram firmes nas principais regiões acompanhadas pela TF Agroeconômica, mas o frete caro reduziu o valor efetivamente recebido pelos produtores do interior. No Paraná, a soja disponível para exportação chegou a R$ 162 por saca no Porto de Paranaguá, com prêmio de US$ 1,85 por bushel para setembro. Mas o custo do transporte entre Campo Mourão e Paranaguá subiu de R$ 164 para R$ 230 por tonelada, o equivalente a cerca de R$ 13,80 por saca a mais.

No Rio Grande do Sul, a diferença entre os preços pagos no interior e a cotação no Porto de Rio Grande variou de R$ 21 a R$ 24 por saca. As referências no interior gaúcho ficaram entre R$ 147,68 e R$ 149,30, enquanto o porto registrou R$ 160. Em Santa Catarina, o Porto de São Francisco do Sul indicou R$ 156,50 por saca, Palma Sola registrou R$ 138,50 e Rio do Sul, R$ 140. No Mato Grosso do Sul, os preços oscilaram entre R$ 143 e R$ 144, sem alterações expressivas.

Em Mato Grosso, maior produtor nacional, a maioria das praças apresentou estabilidade. Primavera do Leste registrou valorização de 1,20%, enquanto Sorriso apresentou queda de 2,32%. Além disso, o custo de produção para a safra 2026/27 no estado subiu 3,35%, puxado pelos fertilizantes e pelas operações mecanizadas, exigindo maior atenção ao planejamento financeiro dos produtores.

Fonte: Portal Agroneg.