
O Foniagro, Fórum Nacional de Integração da Cadeia Produtiva do Tabaco, definiu sua nova coordenação para o biênio 2026-2028 e estabeleceu as prioridades para fortalecer o Sistema Integrado de Produção de Tabaco. A decisão foi tomada durante reunião ordinária realizada na sexta-feira, dia 28, que também avaliou as atividades dos últimos dois anos.
Carlos Sehn, assessor da diretoria do SindiTabaco, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco, vai assumir a coordenação. Ele exercia o cargo de secretário no biênio 2024-2026 e sucede Marcílio Drescher, representante da Afubra, a Associação dos Fumicultores do Brasil. A secretaria do Foniagro ficará sob responsabilidade da própria Afubra, que ainda vai indicar quem vai exercer a função.
Durante o encontro, os integrantes revisaram os trabalhos dos grupos técnicos e concentraram as discussões em três eixos estratégicos: qualidade e inovação na produção, sustentabilidade da atividade e fortalecimento do sistema de integração entre produtores e empresas. O objetivo é ampliar a articulação entre os diferentes elos da cadeia e preservar a competitividade do tabaco brasileiro diante das mudanças no mercado internacional.
O desempenho das exportações brasileiras de tabaco e a concorrência com outros países também estiveram em pauta. Oferta, demanda e condições de comercialização nos principais mercados foram avaliadas como fatores determinantes para o futuro do setor.
A safra 2025/2026 foi debatida, com atenção aos desafios técnicos e ao papel da assistência técnica nas propriedades. O Foniagro também apresentou as primeiras peças de uma campanha voltada aos produtores rurais, com orientações sobre qualidade, segurança do produto e contratação regular de mão de obra.
Os seminários sobre produção integrada devem retornar no segundo semestre de 2027. Em 2025, os encontros reuniram mais de 1,4 mil participantes nos três estados da Região Sul, com a presença de orientadores agrícolas, gestores, pesquisadores, representantes da Afubra e de federações da agricultura e dos trabalhadores rurais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Fonte: Portal Agroneg.




