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O foguete nacional MLBR, desenvolvido pela empresa CENIC, avançou mais uma etapa importante. O lançador foi selecionado para receber a Carteira de Habilitação, documento emitido pela Agência Espacial Brasileira que representa um passo concreto para integrar o veículo ao Programa Nacional de Atividades Espaciais, o PNAE.
Ralph Correa, diretor da CENIC, destacou o peso dessa conquista: "Integrar o PNAE cria essa perspectiva de longo prazo e permite que o conhecimento e os investimentos já realizados se transformem em uma capacidade efetiva do País."
O projeto recebeu apoio financeiro inicial da Finep, mas ainda precisa assegurar recursos de longo prazo para colocar o Brasil no competitivo mercado global de lançamento de pequenos satélites. O próximo passo é conquistar a Carteira de Execução, momento em que o MLBR passa a fazer parte oficial do portfólio de missões espaciais brasileiras.
Na fase atual, os equipamentos já fabricados estão sendo submetidos a testes rigorosos contra vibrações, altas temperaturas e fortes acelerações. Se tudo sair como planejado, o lançamento do foguete está previsto para 2027.
Em paralelo, o setor aeroespacial brasileiro também avança nos motores. Em maio, a startup BIZU Space concluiu com sucesso os testes do primeiro modelo de voo do motor-foguete a propulsão líquida ARION, testado em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Os ensaios validaram sistemas de controle, tanques e válvulas integradas. O motor operou com querosene de aviação e peróxido de hidrogênio. Esse desenvolvimento também conta com apoio da Finep e com a colaboração das empresas Concert, Etsys, Delsis e Plasmahub.
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