
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi ao plenário do Senado na terça-feira, 1º de setembro de 2026, fazer um discurso duro cobrando a abertura imediata de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
O estopim foi um relatório de 218 páginas produzido pela Polícia Federal a partir da análise do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O celular foi apreendido durante a operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025 para investigar suspeitas de fraudes na venda de carteiras de crédito do Banco Master ao BRB, o Banco de Brasília. Vorcaro foi preso na primeira fase da operação, em 18 de novembro de 2025.
O relatório foi feito a pedido do ministro André Mendonça, do STF, e entregue pela PF em 27 de agosto de 2026. O documento reúne mensagens, registros de chamadas, arquivos e contratos encontrados no celular de Vorcaro, incluindo conversas com um contato salvo como "Alexandre de Moraes BRASILIA". Parte das mensagens foi enviada pelo recurso de visualização única do WhatsApp, o que impediu a PF de reconstruir integralmente alguns diálogos.
No discurso, Flávio disse que as mensagens apontam para crimes como obstrução da Justiça, interferência em processo judicial, corrupção e formação de quadrilha. Chamou o dia de "triste para a democracia" e criticou o que chamou de "anestesia" do Legislativo. Disse também que congressistas sentem uma "espada apontada para a cabeça" e que investigações estariam sendo usadas como instrumento de pressão política.
Ao encerrar o discurso, Flávio informou que um novo pedido de impeachment contra Moraes havia sido protocolado e exigiu votação imediata no plenário. "Não dá mais para este Senado se omitir", declarou. O conteúdo do relatório veio a público após o ministro André Mendonça retirar o sigilo da ação. O Poder360 procurou Moraes e a defesa de Vorcaro, mas não obteve resposta até a publicação.
Fonte: Poder360




