
Um estudo do Reglab, o Centro de Estratégia e Regulação, revelou que as instituições financeiras digitais — bancos digitais, fintechs e instituições de pagamento — foram responsáveis por um aumento de R$ 1,6 trilhão no Produto Interno Bruto do Brasil entre 2016 e o primeiro trimestre de 2026. A pesquisa foi produzida pelo Núcleo de Economia Aplicada do Reglab com apoio da Zetta, entidade que representa empresas de serviços financeiros digitais, e divulgada no dia 1º de julho de 2026.
Segundo o levantamento, se essas instituições digitais não existissem, o PIB do primeiro trimestre de 2026 seria 2,2% menor em termos reais, com impacto direto no bolso das famílias e na atividade produtiva do país. O estudo aponta que o consumo das famílias cresceu R$ 982 bilhões e o investimento agregado subiu R$ 371 bilhões no período analisado. Além disso, os clientes economizaram R$ 102 bilhões em juros no crédito livre e R$ 47 bilhões em tarifas bancárias.
O principal motor desses ganhos foi o aumento da concorrência no setor financeiro. A chegada das instituições digitais forçou os bancos tradicionais a reduzir margens, cortar custos e derrubar juros — beneficiando até quem nunca abriu conta em um banco digital, segundo a pesquisa. As mudanças regulatórias promovidas pelo Banco Central, como o Pix, o sistema de Open Finance e os mecanismos de portabilidade de dados, foram apontadas como peças centrais desse processo. Para chegar aos resultados, o Reglab usou o modelo DSGE, uma das principais ferramentas analíticas dos bancos centrais, alimentado com dados históricos brasileiros para simular um cenário sem bancos digitais.
Fonte: Poder360




