
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, está sendo investigado pela Polícia Federal em três inquéritos separados. As suspeitas são de tráfico de influência e corrupção em favor de empresas junto ao governo federal. As investigações foram autorizadas pelo STF entre o fim de julho e início de agosto de 2026. O ministro André Mendonça é o relator de dois inquéritos e o ministro Flávio Dino, do terceiro. Lulinha nega qualquer irregularidade.
O caso veio à tona após a revelação da proximidade de Lulinha com a lobista Roberta Luchsinger, alvo da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em benefícios do INSS. No celular dela, apreendido pela PF, foram encontradas mensagens ligando Roberta ao chamado "Careca do INSS", apontado como um dos principais operadores do esquema de descontos ilegais em aposentadorias.
O primeiro inquérito, aberto em 30 de julho, apura se Lulinha teria favorecido empresa do "Careca" com produtos de cannabis medicinal junto ao Ministério da Saúde. O segundo, aberto em 31 de julho, investiga se ele teria atuado em favor da empresa de tecnologia 3Structure junto à Dataprev, que possui contratos de R$ 55,7 milhões com o governo federal. A 3Structure afirmou que todos os contratos foram firmados dentro da legalidade e após processos licitatórios. O terceiro inquérito, ainda sob sigilo e autorizado em 4 de agosto, mira também o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, com suspeita de pagamento de contas e compra de joias avaliadas em R$ 9,2 mil por Roberta. Marcola deixou o cargo em 21 de julho deste ano.
Um ex-funcionário do "Careca do INSS" afirmou à PF que Lulinha recebia uma mesada de R$ 300 mil de Antunes. A PGR pediu o envio das investigações para a primeira instância, mas o ministro Mendonça ainda não analisou o pedido. A PF deve concluir as apurações somente no fim do ano.
Fonte: CNN




