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Notícias/POLÍTICA06/09/2026· KF News

Fachin tenta conter crise no STF e pode levar briga entre Moraes e Mendonça ao plenário

Uma crise dentro do Supremo Tribunal Federal colocou dois ministros em rota de colisão: Alexandre de Moraes e André Mendonça. O estopim foi a decisão de Mendonça de retirar o sigilo de documentos da Polícia Federal relacionados ao caso Banco Master. O material reúne mensagens, encontros e outros elementos sobre a relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Dois dias depois da revelação, Moraes encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, documentos nos quais aponta "fortes indícios" de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação de Mendonça nas operações Compliance Zero e Sem Desconto. Moraes também levantou possível quebra de imparcialidade, interferência nas investigações e favorecimento a determinados grupos políticos.

Para tentar conter o confronto, Fachin abriu um procedimento separado para analisar o caso. Ele determinou que a Procuradoria-Geral da República apresente parecer em cinco dias úteis sobre a regularidade do procedimento. Na sequência, Mendonça terá o mesmo prazo para se manifestar. Fachin também retirou os documentos enviados por Moraes do inquérito das fake news e mandou que fossem reunidos em uma petição própria.

Em discurso, Fachin afirmou que a Corte vai seguir os procedimentos da Constituição e da lei. Disse ainda que a resposta institucional será "firme, proporcional e rigorosa" e que "nenhuma autoridade está acima da Constituição". Nos bastidores, uma das alternativas é levar os questionamentos ao plenário do STF, evitando que as decisões fiquem concentradas em um único ministro. O procurador-geral Paulo Gonet também entrou no caso, questionando a forma como certas diligências foram conduzidas sob relatoria de Mendonça e defendendo que investigações envolvendo ministros do STF sejam submetidas à própria Corte.

Fonte: Jovem Pan