
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, retirou nesta sexta-feira, 4 de setembro de 2026, do inquérito das fake news o pedido do ministro Alexandre de Moraes para investigar o colega André Mendonça. Fachin determinou que o caso seja incluído no mesmo procedimento aberto a partir do relatório da Polícia Federal que aponta relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Na decisão, Fachin deu prazo de 5 dias para a Procuradoria-Geral da República se manifestar sobre a regularidade do procedimento. Em seguida, o mesmo prazo vale para Mendonça se pronunciar sobre o pedido de Moraes.
Um dia antes, na quinta-feira, 3 de setembro, Moraes tinha pedido a investigação de Mendonça por abuso de autoridade. Segundo ele, o colega teria direcionado investigações contra integrantes do próprio Tribunal: Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux, Nunes Marques e o próprio Moraes. Moraes também acusou Mendonça de retirar o sigilo das investigações sobre a relação dele com Vorcaro, afirmando que o colega agiu por "motivos pessoais e políticos".
O inquérito das fake news, de número 4.781, foi aberto em 14 de março de 2019 por determinação do então presidente do STF, Dias Toffoli, que nomeou Moraes como relator sem o sorteio eletrônico habitual. O inquérito segue aberto, em sigilo e sem prazo para encerrar. Em abril de 2026, o ministro Gilmar Mendes disse publicamente que o inquérito é um instrumento usado pelo Tribunal para se defender de críticas e que deve continuar até as eleições.
Fonte: Poder360




