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Notícias/POLÍTICA04/09/2026· KF News

Fachin defende fim do inquérito das fake news e promete resposta firme à crise no STF

O presidente do STF, Edson Fachin, se pronunciou nesta sexta-feira (4) sobre a crise que está abalando o Supremo Tribunal Federal. Durante evento no Palácio do Planalto, com o presidente Lula, o advogado-geral da União Jorge Messias e o procurador-geral da República Paulo Gonet, Fachin defendeu três metas que considera urgentes: a criação de um código de ética no STF, o encerramento do inquérito das fake news e a modernização do sistema de justiça. Ele garantiu que a resposta institucional à crise será "firme, proporcional e rigorosa", sem precipitação nem omissão, e reforçou que nenhuma autoridade está acima da Constituição e que a gravidade dos fatos não autoriza atalhos.

A crise teve início no dia 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal contendo mensagens trocadas entre o ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes ao longo de 2024 e 2025. O relatório também revelou um contrato entre o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master. Análise de metadados da PF apontou que o arquivo foi modificado por um usuário identificado como "ministro Alexandre de Moraes" em 15 de janeiro de 2024.

Em reação, Moraes usou o inquérito das fake news para pedir a Fachin que abrisse investigação contra Mendonça. Já o PGR Paulo Gonet pediu a nulidade da apuração conduzida por Mendonça, alegando problemas de procedimento. Fachin abriu um procedimento e determinou que Moraes, Mendonça, Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos em cinco dias. Também retirou o pedido de investigação contra Mendonça do inquérito das fake news, criando um novo processo sob sua própria relatoria, sem sigilo.

Fonte: CNN