
A crise no Supremo Tribunal Federal ganhou mais um capítulo nesta sexta-feira (4/7). O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, deu prazo de cinco dias úteis para que o ministro André Mendonça se manifeste sobre as acusações feitas pelo colega Alexandre de Moraes. Na mesma decisão, Fachin retirou o caso do Inquérito das Fake News e assumiu o assunto sob sua própria alçada, na presidência do STF. Ele também encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República, que tem o mesmo prazo de cinco dias para elaborar um parecer sobre a admissibilidade e a regularidade do procedimento e das acusações. A análise sobre se o caso segue em frente só acontece depois que esses prazos encerrarem.
As acusações foram feitas por Moraes na quinta-feira (3/7). Ele afirma que Mendonça teria praticado improbidade administrativa, crime de responsabilidade e abuso de autoridade, com quebra de imparcialidade e favorecimento a grupos políticos. Para Moraes, Mendonça agiu de forma irregular ao determinar investigações no caso das mensagens de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Moraes também acusa o colega de ter conduzido de modo irregular tratativas de possível colaboração premiada de Vorcaro, direcionando alvos — incluindo o próprio Moraes e o senador Davi Alcolumbre — por motivos pessoais e políticos, com indicação prévia de medidas cautelares a serem apresentadas pela Polícia Federal.
Um ponto relevante levantado pela reportagem: o relatório de inteligência da PF usado por Moraes como base para as acusações não tem valor probatório. O próprio documento classifica suas análises com grau de confiança "baixo" ou "moderado", mas Moraes tratou essas hipóteses como fatos já comprovados na conduta de Mendonça.
Fonte: Metropoles




