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Notícias/AGRONEGÓCIO04/09/2026· KF News

Excesso de oferta derruba preços do frango no mercado interno, mas exportações crescem mais de 40% em agosto

A avicultura de corte brasileira fechou agosto com dificuldades no mercado interno. O excesso de oferta de frango desequilibrou a relação entre produção e consumo, pressionando os preços para baixo em diferentes regiões do país. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, a recuperação do setor depende de ajustes no alojamento de pintinhos, para controlar melhor a quantidade de aves disponíveis no mercado.

No atacado paulista, os cortes congelados recuaram: o peito foi de R$ 8,10 para R$ 8,00 por quilo, e a coxa de R$ 6,50 para R$ 6,40. A asa ficou estável em R$ 11,50. Nos resfriados, o comportamento foi parecido, com peito saindo de R$ 8,20 para R$ 8,10 e coxa de R$ 6,80 para R$ 6,70 por quilo.

No mercado de frango vivo, os resultados variaram por região. Em São Paulo, o preço subiu de R$ 5,00 para R$ 5,20 por quilo. Mato Grosso do Sul e Goiás avançaram de R$ 4,55 para R$ 4,75, e Minas Gerais e Distrito Federal foram de R$ 4,60 para R$ 4,80. Já nos sistemas integrados do Sul, os preços ficaram estáveis. No Nordeste e no Norte, as quedas foram fortes: o Ceará recuou de R$ 6,80 para R$ 5,50 por quilo, queda de 19,1%. Pernambuco caiu de R$ 7,00 para R$ 6,00, e o Pará de R$ 7,20 para R$ 6,40 por quilo.

As exportações, por outro lado, apresentaram resultados positivos. Em 15 dias úteis de agosto, o Brasil exportou 337,9 mil toneladas de carne de aves e faturou US$ 673,77 milhões, com média diária de US$ 44,92 milhões, avanço de 44,1% na comparação anual, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. O volume médio diário cresceu 26,6%, e o preço médio por tonelada chegou a US$ 1.994, valor 13,8% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. Mesmo assim, segundo a matéria, o desempenho das exportações ainda não elimina a necessidade de ajuste na produção interna.

Fonte: Portal Agroneg.