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Notícias/NEWS19/08/2026· KF News

EUA avaliam reduzir presença militar no Golfo Pérsico após guerra com o Irã

O Pentágono começou a avaliar uma possível redução e reorganização da presença militar americana no Oriente Médio após a guerra com o Irã. A informação foi revelada pelo Washington Post, que ouviu autoridades e pessoas familiarizadas com as discussões. A análise pode resultar em uma das maiores mudanças na estratégia militar dos EUA na região em décadas.

Hoje, o Comando Central dos Estados Unidos, o CENTCOM, mantém cerca de 40 mil militares distribuídos por quase 20 instalações, numa faixa de aproximadamente 2.400 quilômetros, da Jordânia até Omã. Durante o conflito, mais de 200 instalações americanas foram danificadas ou destruídas. Seis militares morreram em um ataque iraniano em Port Shuaiba, no Kuwait, e outros quatro morreram em ataque na Jordânia. Os EUA realizaram mais de 13 mil ataques contra alvos iranianos, e mais de mil interceptadores de defesa aérea foram usados, incluindo mísseis dos sistemas Patriot e THAAD.

Uma das possibilidades em estudo é deslocar parte das forças do Golfo para posições mais a oeste, como Jordânia, Israel e a costa do Mar Vermelho na Arábia Saudita. O almirante Bradley Cooper, chefe do CENTCOM, participa das discussões e apoia a ideia. Há também propostas para transferir equipamentos e tropas para bases israelenses, incluindo a base aérea de Ovda, mas a ideia enfrenta resistência dentro da própria administração, inclusive por preocupações de espionagem.

O Pentágono estima que a guerra custará cerca de US$ 37,5 bilhões até setembro, valor que não inclui os aproximadamente US$ 5 bilhões estimados para reparar as instalações destruídas. Dentro do governo Trump há divisão: uma ala quer manter forte presença no Oriente Médio, outra quer reduzir para concentrar recursos na contenção da China. Nenhuma decisão definitiva foi tomada. O secretário Pete Hegseth ainda não determinou uma revisão formal, e qualquer mudança permanente dependerá de aprovação nos níveis mais altos do governo.

Fonte: Jovem Pan