
O mercado de etanol encerrou agosto com movimentos diferentes entre as usinas e os postos. Na ponta do consumidor, o etanol hidratado ficou 2,7% mais barato e fechou o mês a R$ 4,050 por litro na média nacional, segundo o Monitor de Preços de Combustíveis, elaborado pela Veloe com apoio da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a Fipe. Foi a maior queda entre os seis combustíveis acompanhados no período. O diesel comum caiu 1,1%, a gasolina comum recuou 0,5%, e a gasolina aditivada e o diesel S-10 baixaram 0,4% cada. O único que subiu foi o gás natural veicular, o GNV, com alta de 1,3%, para R$ 4,900 por metro cúbico.
Nas usinas de São Paulo, o caminho foi o contrário: o etanol subiu pela primeira vez na safra 2026/27. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o Cepea, aponta que a expectativa de chuvas em setembro pode interromper a moagem de cana no Centro-Sul e reduzir a oferta. A alta do açúcar no mercado internacional também influenciou, aumentando a atratividade do adoçante para as usinas. Com a volta às aulas ampliando a circulação de veículos, as distribuidoras voltaram ao mercado para repor estoques e o volume negociado pelas usinas paulistas foi o maior desde janeiro de 2025.
No acumulado de 2026, o etanol caiu 9,5% nos postos, contra alta de 6% da gasolina comum e de 12,4% do diesel S-10. A relação entre etanol e gasolina bateu recorde: o biocombustível correspondeu a apenas 65,6% do preço da gasolina na média nacional, o menor percentual da série histórica iniciada em 2017, renovando o recorde pelo segundo mês seguido. Nove estados ficaram abaixo do limite de 70% que indica vantagem para o etanol, com Mato Grosso na liderança, com proporção de 55,6%, seguido por São Paulo, com 58,1%. São Paulo também teve o etanol mais barato do país, a R$ 3,735 por litro. No Norte, o valor médio chegou a R$ 5,082, o mais alto do país. Na gasolina, o menor preço foi no Rio Grande do Sul, a R$ 6,336, e o mais caro em Roraima, a R$ 7,830 por litro. O custo do abastecimento compromete mais o bolso de quem vive no Norte e no Nordeste: abastecer um tanque de 55 litros com gasolina comprometia 9,6% da renda familiar no Nordeste e 8% no Norte, contra 5% no Sul e 5,1% no Sudeste.
Fonte: Portal Agroneg.




