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Notícias/SAÚDE03/09/2026· KF News

Estudo da Harvard Medical School aponta que medula óssea do crânio pode estar ligada à dor crônica

Um estudo liderado por pesquisadores da Harvard Medical School aponta que a medula óssea do crânio pode ter participação na dor crônica. Os resultados foram publicados na terça-feira, dia 2 de setembro, na revista Science Translational Medicine.

A pesquisa analisou exames de imagem de 125 adultos com dor crônica — sendo 88 com dor nas costas e 37 com artrose no joelho — e comparou os resultados com os de 22 pessoas sem dor. Quem tinha dor apresentou níveis mais altos de uma proteína chamada TSPO em diferentes regiões do crânio, com destaque para as áreas frontal e parietal. Essa proteína está associada à atividade das células do sistema imune.

Os sinais mais elevados de TSPO também apareceram ligados a relatos de dor mais forte, maior dificuldade nas atividades do dia a dia e sintomas como ansiedade e depressão.

Para aprofundar a investigação, os pesquisadores analisaram também o tecido do crânio de dois doadores. Um deles tinha histórico de dor crônica e apresentou mais que o dobro de células em relação ao outro, além de maior proporção de células associadas à proteína TSPO.

Os autores explicam que estudos anteriores já haviam identificado pequenos canais conectando a medula óssea do crânio ao revestimento do cérebro, criando uma via direta de comunicação. A hipótese agora é que sinais do cérebro ativem células imunes nessa região, que por sua vez podem contribuir para processos inflamatórios ligados à dor.

O estudo, porém, não permite afirmar se essa atividade é causa ou consequência da dor. A equipe aponta que novas pesquisas precisam investigar esse mecanismo e avaliar se a região pode se tornar alvo de futuras abordagens de tratamento.

Fonte: Metropoles - Saúde