
Três dos maiores jornais do Brasil publicaram editoriais pedindo a saída do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal. Os textos saíram na terça e na quarta-feira, dias 1º e 2 de setembro de 2026, e foram motivados pela divulgação de novos documentos do caso Banco Master.
O relator do caso no STF, ministro André Mendonça, retirou o sigilo de um relatório de 218 páginas produzido pela Polícia Federal, além de outros arquivos. O material reúne mensagens, contratos, registros de encontros e dados encontrados no celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
De acordo com a PF, as mensagens mostram que Vorcaro procurou Moraes para tratar do avanço das investigações contra o banco. Ele teria perguntado se era possível adiar ações policiais e pedido que Moraes conversasse com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Vorcaro também teria perguntado a Moraes se devia deixar o Brasil dois dias antes de ser preso.
O Estadão afirmou que a responsabilidade institucional já justifica a saída do ministro, mesmo que a investigação ainda precise esclarecer se houve interferência nas apurações. O jornal também comparou o caso ao desgaste de Dias Toffoli, que deixou a relatoria do caso Master.
A Folha, no editorial "A Moraes cabe a renúncia", pediu que o ministro renuncie ou, se ficar no cargo, seja submetido a impeachment no Senado. O jornal citou as mensagens de Vorcaro, os encontros entre os dois e contratos firmados entre empresas do banqueiro e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.
O Globo cobrou que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, convoque o plenário com urgência. O jornal também criticou o pedido do procurador-geral Paulo Gonet para anular o relatório da PF. Até o fechamento da reportagem, Moraes não havia se manifestado publicamente. O relatório da PF não é conclusivo e outros aparelhos apreendidos na operação ainda podem ser analisados.
Fonte: Poder360




