
Pedro Rodrigues, especialista em petróleo e gás e sócio do CBIE, afirmou no programa Infra em 1 Minuto, do Poder360, que o Brasil precisa avançar sobre novas fronteiras exploratórias para manter sua produção de petróleo no longo prazo. Segundo ele, o pré-sal já está em curva de produção e deve entrar em declínio, tornando obrigatória a descoberta de novas reservas. O petróleo superou a soja e liderou as exportações brasileiras em 2024 e 2025. A Margem Equatorial é uma faixa marítima que vai do Amapá ao Rio Grande do Norte, e a Petrobras já confirmou a presença de petróleo no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, a cerca de 175 km da costa do Amapá. A descoberta ainda está na fase exploratória e a estatal precisa avaliar volume, qualidade e viabilidade comercial antes de decidir pela produção. Rodrigues criticou duramente a demora no processo: o bloco FZA-M-59 foi arrematado em leilão em 2013, o licenciamento ambiental começou em 2014, o Ibama negou o pedido em 2023, e a licença para perfurar o poço Morpho só saiu em outubro de 2025, mais de 11 anos depois. Além disso, o especialista se posicionou contra a proposta de trocar o regime de concessão pelo de partilha nos próximos leilões da região, argumentando que isso aumentaria a insegurança regulatória e reduziria a atratividade da Margem Equatorial para as petroleiras. "Investimento não foge do risco geológico, investimento foge da incerteza regulatória", declarou. Rodrigues ainda alertou que a demora no licenciamento e as indefinições sobre os leilões adiam os ganhos econômicos da descoberta: "Não custa lembrar que o Amapá e o Brasil não recebem royalties de promessa."
Fonte: Poder360




