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Notícias/POLÍTICA23/08/2026· KF News

Durigan vira porta-voz de Lula e ataca Flávio Bolsonaro na disputa econômica de 2026

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem se posicionado como o principal defensor da política econômica do governo Lula e o mais ativo crítico de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência em 2026. Na última semana, Durigan concedeu várias entrevistas nas quais atacou propostas do campo bolsonarista e defendeu o legado econômico do atual governo.

Em entrevista à Rádio CBN, na última quinta-feira (20/8), Durigan chamou de "balela" a ideia levantada por Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio, sobre a criação de um conselho fiscal. O ministro destacou que a proposta nem consta no Plano de Governo do candidato. Sem citar Flávio pelo nome, Durigan se referiu a ele como "o outro candidato que vem na oposição do presidente Lula" e questionou se "a família Bolsonaro" iria discutir responsabilidade fiscal com o Supremo Tribunal Federal.

Sobre a inflação, Durigan relacionou a alta dos preços à guerra entre Estados Unidos e Irã, iniciada em 28 de fevereiro deste ano. O IPCA acumulado nos últimos 12 meses até julho está em 4,44%. O ministro apontou que o bolsonarismo apoiou o conflito, que fez o barril de petróleo tipo brent saltar de cerca de US$ 70, antes da guerra, para até US$ 120 durante os ataques. Na sexta-feira, o barril era negociado a US$ 94,17.

Durigan também criticou o que chamou de "anarquia regulatória" do governo de Jair Bolsonaro, que tinha Paulo Guedes como ministro da Fazenda. Ele citou casos envolvendo o Banco Master, o Reag e a Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Receita Federal, o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Federal para desarticular um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal do PCC envolvendo fintechs.

Durigan assumiu o Ministério da Fazenda após a saída de Fernando Haddad, que foi disputar o governo de São Paulo. É formado em direito pela Universidade de São Paulo (USP), tem mestrado pela Universidade de Brasília (UnB) e é servidor de carreira da Advocacia-Geral da União (AGU). No dia 20/8, ele completou cinco meses no cargo.

Fonte: Metropoles