
O dólar iniciou os negócios desta quinta-feira (20) em alta de 0,33%, chegando a R$ 5,1933 logo cedo. O movimento vem depois de uma queda de 0,87% na véspera, quando a moeda encerrou o pregão a R$ 5,1761.
O mercado está atento a uma série de fatores externos: o comportamento dos preços do petróleo, as sinalizações do Tesouro dos Estados Unidos e as perspectivas para os juros americanos. Oscilações nessas áreas tendem a repercutir sobre moedas de países emergentes como o Brasil, influenciando diretamente a taxa de câmbio do real.
No cenário doméstico, os investidores acompanham a trajetória da inflação, a política monetária e os indicadores fiscais, que também pesam na formação do câmbio e no fluxo de recursos estrangeiros.
Enquanto o dólar caiu na quarta-feira, a Bolsa foi na direção oposta: o Ibovespa avançou 0,90%, fechando aos 167.830 pontos. Nesta quinta, as negociações do índice têm início às 10h.
Até a abertura do dia, o dólar acumulava queda de 0,83% na semana, alta de 2,10% no mês e queda expressiva de 5,70% no ano. O Ibovespa, por sua vez, marcava alta de 0,54% na semana, queda de 5,71% no mês e alta de 4,16% no ano.
Para o agronegócio brasileiro, o câmbio tem papel direto nos negócios: um dólar mais alto favorece as exportações de commodities, tornando os produtos brasileiros mais competitivos lá fora. Por outro lado, também eleva os custos de insumos importados, como fertilizantes, defensivos e combustíveis. A combinação entre câmbio, petróleo e preços internacionais das commodities segue no radar de produtores, exportadores e investidores do setor.
Fonte: Portal Agroneg.




