
A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira, 19 de agosto de 2026, a operação Sinon contra um esquema de corrupção dentro da própria corporação. O alvo principal é o delegado José Navas Júnior, investigado por vender informações sigilosas de investigações policiais em troca de vantagens financeiras. Desde 2023, ele teria usado o cargo e o acesso aos sistemas internos da PF para consultar dados sobre pessoas e procedimentos investigados e repassar essas informações aos próprios investigados, ajudando criminosos a escapar das ações da polícia.
Segundo os investigadores, os vazamentos teriam beneficiado organizações criminosas ligadas a contrabando de cigarros, trabalho escravo, lavagem de dinheiro, crimes ambientais e desvio de recursos públicos. Além do delegado, dois empresários e advogados que teriam atuado como intermediários dos pagamentos também são alvos da operação. Os dois empresários já eram investigados em outras operações da PF, sob suspeita de terem pago pelos dados sigilosos.
Os agentes cumpriram 8 mandados de busca e apreensão em endereços no Rio Grande do Sul e em São Paulo. A Justiça também determinou bloqueio e sequestro de bens dos investigados. As ordens foram autorizadas pela 1ª Vara Federal da Justiça Federal em Marília, no interior de São Paulo.
Contra o delegado, a Justiça decretou medidas cautelares adicionais: suspensão do exercício da função pública e proibição de acesso às dependências, aos sistemas e aos recursos tecnológicos da PF. A investigação apura os crimes de violação de sigilo funcional, corrupção passiva e ativa, associação criminosa e embaraço à investigação de organização criminosa. A PF informou que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos, apurar a origem e o destino do dinheiro movimentado e avaliar os danos causados às investigações afetadas.
Fonte: Poder360




