
A defesa da candidata ao Senado Marina Silva, do partido Rede, protocolou nesta terça-feira, dia 18, uma ação no Ministério Público Eleitoral pedindo a abertura de inquérito policial. O motivo foi a tentativa de agressão sofrida por ela na véspera, durante uma caminhada de mulheres na Praça da República, no centro de São Paulo.
Durante o ato, Marina se afastou do grupo principal para evitar o tumulto do "empurra-empurra". Foi nesse momento que um homem desconhecido a agarrou pelo ombro com hostilidade e gritou: "Quer voltar para a cena do crime?". Os assessores dela afastaram o suspeito, que fugiu do local.
No pedido ao Ministério Público, a defesa descreve o ocorrido como violência política de gênero, risco à integridade física, constrangimento e agressão. Segundo a defesa, a intenção era dificultar a campanha eleitoral e o livre exercício da candidatura. O pedido inclui que, após a identificação do agressor, sejam impostas medidas de proibição de aproximação, contato e comparecimento a eventos de Marina.
A ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet, do PSB e também candidata ao Senado por São Paulo, repudiou o caso. Tebet participou da caminhada, que foi o primeiro ato de campanha de Fernando Haddad ao governo paulista. Ela disse que "agressões não podem ser relativizadas" e que não se pode achar normal, num período eleitoral, que haja tentativas de intimidação.
Nas redes sociais, Marina publicou um vídeo agradecendo o apoio recebido, inclusive do campo adversário, e disse que o episódio é uma tentativa de afastar mulheres do espaço público.
Fonte: Jovem Pan




