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Notícias/POLÍTICA05/09/2026· KF News

Defesa de Lulinha diz que relatório da PF aponta irregularidades e deve levar ao arquivamento das investigações

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, divulgou uma nota na noite de sexta-feira, dia 4, afirmando que relatórios de inteligência da Polícia Federal confirmam suspeitas de direcionamento político e ilegitimidade nas investigações contra ele. O advogado Guilherme Suguimori disse que os documentos corroboram o que a defesa já vinha questionando e que isso deve levar ao arquivamento definitivo do caso.

Os relatórios foram divulgados pelo ministro Alexandre de Moraes e usados para incluir o ministro André Mendonça no inquérito das Fake News, sob acusação de conduzir irregularmente as investigações do caso Master e da Operação Sem Desconto. A divulgação aconteceu como reação ao fato de Mendonça ter tornado público um relatório da PF com diálogos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes.

O Estadão informou que os documentos são apócrifos, sem cabeçalho, e se definem como "sem valor probatório". As informações neles contidas não têm elementos de corroboração e são classificadas com "baixa ou moderada" confiabilidade. Os próprios relatórios dizem que não podem ser usados para imputar infração penal ou disciplinar — o que, segundo a reportagem, foi exatamente o uso dado por Moraes.

No trecho sobre Lulinha, o relatório critica a própria equipe de investigação por mencionar o filho do presidente sem o devido embasamento, apontando "ausência de lastro" para incluí-lo como investigado. Lulinha se tornou alvo da PF após a identificação de ligação com Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, suspeito de liderar esquema de desvios. A PF também descobriu que o Careca fez pagamentos à lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, para obter intermediação de negócios no governo federal.

A PF abriu três inquéritos para apurar suspeitas de tráfico de influência e outros crimes, com base em conversas encontradas no celular de Roberta Luchsinger sobre intermediações no Ministério da Saúde, Dataprev e outros órgãos. Dois desses inquéritos foram distribuídos por sorteio para o próprio André Mendonça e um terceiro foi enviado para o ministro Flávio Dino.

Fonte: Jovem Pan