
O custo de produção do algodão em Mato Grosso teve uma redução de 1,36% para a safra 2026/27, chegando a R$ 10.629,11 por hectare. Os dados são do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o Imea. Apesar da queda no custeio geral, técnicos do projeto Custo de Produção Agropecuário de Mato Grosso, o CPA-MT, alertam que os preços dos insumos continuam elevados, especialmente os fertilizantes.
O gasto com fertilizantes foi estimado em R$ 3.977,05 por hectare, uma alta de 2,23% em relação à temporada anterior. Esse valor corresponde a aproximadamente 37,4% de todo o custeio da produção de algodão no estado, mostrando o peso enorme que a adubação tem no orçamento das propriedades.
O Imea explica que esse aumento está ligado aos preços elevados dos insumos, às restrições comerciais e aos riscos de abastecimento no mercado internacional. Como o Brasil depende fortemente das importações, o produtor fica exposto às oscilações do dólar, aos custos logísticos e às tensões geopolíticas que afetam a oferta mundial de fertilizantes.
A relação de troca entre o algodão e o sulfato de amônio também piorou de forma expressiva. Em fevereiro de 2026, o indicador estava 0,69% abaixo da média dos três anos anteriores. Desde então, passou a ficar 18,73% acima dessa média. Atualmente, são necessárias 19,43 arrobas de pluma de algodão para comprar uma tonelada do fertilizante — ou seja, o produtor precisa comprometer mais da sua produção para adquirir o mesmo insumo.
Diante desse cenário, o Imea recomenda que o produtor acompanhe os preços de perto e aproveite os momentos mais favoráveis para antecipar a compra dos fertilizantes. A estratégia pode reduzir a exposição a novas altas e dar mais previsibilidade financeira durante a implantação da safra. O comportamento do dólar, a oferta internacional de matérias-primas, os custos logísticos e a cotação da pluma serão determinantes para a rentabilidade da temporada 2026/27.
Fonte: Portal Agroneg.




