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Notícias/FOFOCA20/08/2026· KF News

Cofundador da Nomad briga na Justiça com ex-cunhada pelo testamento do irmão Richard Haber

Eduardo Haber, cofundador da fintech Nomad, está em uma disputa judicial com a ex-cunhada, a escritora e artista visual Paula Parisot, pelo testamento do irmão Richard Haber, morto em 2016 após diagnóstico de tumor cerebral.

Richard e Paula se conheceram em Nova York, casaram no Brasil e tiveram filhos gêmeos, hoje com 15 anos. O casal se divorciou em 2014. No testamento, Richard deixou metade da parte disponível da herança para os filhos e a outra metade para o irmão Eduardo, sem citar a ex-mulher. Eduardo ficou responsável por administrar o patrimônio destinado aos sobrinhos até que eles atinjam a maioridade.

Paula questiona a validade do testamento desde então. Segundo ela, o documento foi elaborado um dia após uma ressonância indicar comprometimento cerebral de Richard. Fontes próximas à família disseram à reportagem que ele não estaria em condições de tomar decisões importantes naquele momento. Existe uma ação judicial, sob sigilo, pedindo a anulação do testamento.

Na Argentina, onde Paula mora com os filhos, a Justiça de Buenos Aires determinou uma medida cautelar contra Eduardo, proibindo qualquer contato físico, telefônico, por e-mail ou redes sociais com a ex-cunhada e os sobrinhos, inclusive por meio de terceiros. A medida, que começou com 120 dias, foi tornada por tempo indeterminado em decisão recente. O risco de violência familiar foi classificado como "moderado" pela Oficina de Violência Doméstica da Corte Suprema de Justiça da Nação argentina. A defesa de Eduardo nega as acusações e afirma que a medida foi concedida sem apuração suficiente dos fatos.

Em outra frente, Paula foi acusada pela família Haber de tentativa de estelionato. Segundo a acusação, ela teria apresentado mais de 150 comprovantes falsos ou adulterados, somando cerca de 59 milhões de pesos, para simular gastos com os filhos e obter reembolsos da ex-sogra Myriam entre 2018 e 2020. Paula fez acordo com o Ministério Público argentino em agosto de 2024 e evitou o julgamento, mas ficou proibida de sair da Argentina sem autorização judicial. Fontes próximas à artista dizem que um processo pelo mesmo caso foi arquivado no Brasil e que as denúncias seriam retaliação por ela ter apontado irregularidades no patrimônio da família.

Fonte: Metropoles