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Notícias/NEWS06/09/2026· KF News

China tenta conter guerra de preços entre montadoras e exige mais regras no exterior

A China publicou novas diretrizes pedindo que suas montadoras parem com as guerras de preços e passem a respeitar melhor as leis dos países onde operam. O documento foi divulgado na terça-feira, 1º de setembro de 2026, pelos ministérios do Comércio e da Indústria e Tecnologia da Informação, junto com a Administração Estatal de Regulação do Mercado.

O governo chinês está preocupado que descontos agressivos e o descumprimento de normas locais estejam prejudicando a imagem das marcas chinesas lá fora e gerando reação dos reguladores em mercados importantes. As regras orientam as empresas a evitar mudanças frequentes e bruscas de preços, manter os preços transparentes, não cobrar taxas escondidas e respeitar a legislação de veículos e peças.

O alerta veio depois de problemas sérios na Tailândia, onde as montadoras chinesas chegaram atraídas por subsídios do governo introduzidos em 2022 e acabaram criando um excesso de oferta no mercado. Em 2024, autoridades tailandesas convocaram a BYD para explicar os cortes fortes de preços. Como resposta, a empresa ofereceu um ano de recarga gratuita para os clientes prejudicados. Hoje, a Tailândia incentiva essas montadoras a direcionar o excesso de produção para exportações.

Na Europa, as dificuldades também aparecem. Na Hungria, a fabricante de baterias CATL teve as obras de seu projeto de células de bateria paralisadas por autoridades do condado de Hajdú-Bihar, após falhas de segurança relacionadas à exposição ao níquel. A BYD e a Yunnan Energy New Material também enfrentaram problemas de conformidade ambiental no país. Tudo isso ocorre num momento em que a Hungria vive uma transição política, após Peter Magyar assumir o cargo de primeiro-ministro em maio de 2026, sinalizando um afastamento dos laços estreitos que o governo anterior mantinha com a China.

Segundo Wang Fengshuo, diretor-gerente sênior da consultoria Teneo, muitas empresas chinesas focam nas relações com governos, mas ignoram o que ele chama de "licença social para operar", que inclui avaliações ambientais, relação com comunidades e dinâmica trabalhista. As novas diretrizes também pedem atenção à segurança de dados gerados por veículos conectados e à proteção de patentes no exterior.

Fonte: Poder360