
A ministra Cármen Lúcia está no meio de uma crise sem precedentes no STF (Supremo Tribunal Federal) e tem avisado a pessoas próximas que não vai se submeter a pressões dos colegas. Ela é apontada como possível fiel da balança nas investigações contra o ministro Alexandre de Moraes, que têm conexão com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo relatos feitos à CNN Brasil, Cármen tem citado em conversas dois exemplos para mostrar sua independência: o apoio ao código de conduta para ministros do Supremo e a defesa do fim do inquérito das fake news, que já dura sete anos. Esses pontos são usados por ela para deixar claro que não pertence a nenhuma ala interna da Corte e que não vai definir sua posição com base em pedidos de colegas para proteger Moraes.
Nos bastidores, a conta atual aponta que Moraes teria o apoio de pelo menos três ministros: Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Do lado do ministro André Mendonça, relator do caso Master, estariam Luiz Fux, Edson Fachin e Kassio Nunes Marques. A expectativa de parte do STF é que Dias Toffoli continue se declarando impedido de votar em processos ligados ao Master, como faz desde o início do ano. Se isso se confirmar, Cármen Lúcia seria o voto que decide o placar.
A Polícia Federal apontou que Vorcaro pediu socorro a Moraes às vésperas de ser preso. A PF também identificou que o ministro editou um contrato de R$ 129 milhões da esposa dele, Viviane Barci, com o Master. Cármen deixou claro que seus votos, tanto no caso da abertura de investigação contra Moraes quanto no contra-ataque dele a Mendonça, vão se basear exclusivamente nos autos, sem influência de nenhum grupo.
Fonte: CNN




