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Notícias/NEWS22/08/2026· KF News

Candidato preso por ligação com o PCC adulterava dados criminais do sistema da Polícia de São Paulo

Emerson Dias Rocha, candidato a deputado estadual pelo Podemos em São Paulo, foi preso preventivamente na Operação Cátaros, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo na manhã de quinta-feira (20/8). A operação apura um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital, o PCC. Antes da prisão, o candidato já tinha extensa ficha criminal, segundo as investigações. Um ofício assinado pelo especialista em informática da Polícia Civil, Breno Tadeu Rios de Almeida, confirmou que dados criminais de Emerson foram excluídos ou adulterados no sistema da Prodesp em pelo menos quatro registros, todos datados de 1999. A Prodesp informou que as informações foram recuperadas, com exceção de um inquérito que ainda aguardava cópia do Boletim de Identificação Criminal pelo Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt. Emerson foi investigado por um homicídio e uma tentativa de homicídio ocorridos em novembro de 1998. Segundo o Ministério Público, o policial Flávio Marzagão Cassaguerra usou ameaças para coagir testemunhas a mentir em favor do candidato. O candidato ainda usava o nome falso Felipe de Souza Neves e obteve porte de arma com essa identidade. Em 2008, foi condenado a 4 anos e 4 meses de reclusão em regime semiaberto pela tentativa de homicídio, mas nunca cumpriu pena — a Justiça reconheceu a prescrição da pretensão executória. Pelo homicídio, foi absolvido. Na operação, três vereadores de Cotia foram alvo de busca e apreensão em seus gabinetes: Eduardo Nascimento (PSB), Sergio Luiz de Freitas, o Serginho Luiz (PSB), e Yago Bezerra Neres (União Brasil). A esposa de Emerson, Francisca de Sousa Sá, também é alvo. A operação contou com 96 policiais militares e 80 agentes da Polícia Civil, com mandados cumpridos em Cotia, São Paulo, Jandira, São Lourenço da Serra e Balneário Camboriú.

Fonte: Metropoles