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Notícias/POLÍTICA03/09/2026· KF News

Caiado defende quebra de sigilo das investigações sobre Master, INSS e Dark Horse no STF

Ronaldo Caiado, candidato à Presidência da República pelo PSD e ex-governador de Goiás, saiu em defesa da quebra de sigilo das investigações sobre o escândalo do Banco Master, a fraude do INSS e a produção do filme Dark Horse. A declaração foi dada durante uma sabatina no jornal O Estado de S. Paulo, em São Paulo, transmitida nesta quinta-feira (3/9). Para Caiado, o STF tem a responsabilidade de tornar essas apurações públicas para que os eleitores saibam se algum candidato está envolvido em fraudes antes de votar. "É importante que o Supremo tenha a responsabilidade de poder quebrar o sigilo de todas essas denúncias que existem, de todas as operações que existem, para que a democracia não sofra um golpe", afirmou.

Na mesma ocasião, Caiado pediu o afastamento do ministro Alexandre de Moraes do STF, argumentando que a permanência dele na Corte "desestabiliza a democracia brasileira". Ele também criticou a candidatura do psiquiatra Augusto Cury (Avante), dizendo que o presidente eleito precisa ter "experiência e autoridade moral". Pela última pesquisa Quaest, divulgada na quarta (2/9), Cury tem 10% das intenções de voto, ficando atrás apenas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Já Caiado registra apenas 1%.

Na área de segurança pública, Caiado defendeu dobrar a pena para feminicídio e só permitir progressão de regime após 90% da pena cumprida, o que representaria 36 anos de prisão. Também propôs a confiscação de bens dos agressores, com transferência para a vítima ou seus filhos. Sobre câmeras corporais para policiais, disse ser contrário e que cada governador deve decidir por conta própria. Em relação à escala 6×1, disse ser favorável à mudança, mas defendeu um período de transição, criticando a pressão para votar a proposta antes da eleição. Nas relações com os Estados Unidos, diante do tarifaço imposto ao Brasil, defendeu diálogo "sem agressão e com respeito", usando o nióbio e as terras raras brasileiras como argumentos para negociar tecnologia com os americanos.

Fonte: Metropoles