
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado, do PSD, anunciou neste domingo, 23 de agosto de 2026, que vai apresentar um projeto de lei para tornar obrigatória a participação de candidatos em debates eleitorais. A declaração foi feita logo depois do 1º debate presidencial promovido pela Band, que teve a ausência de três candidatos: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo).
Caiado disse que o PSD tem uma base grande no Congresso Nacional e que vai usar esse peso para tentar aprovar a proposta. "É inadmissível o que nós estamos vendo aqui hoje. A sociedade brasileira não vai ter debate no 1º turno", afirmou o candidato a jornalistas após o evento. Ele também chamou a atitude de Lula e Flávio de "desfaçatez" com a sociedade brasileira, dizendo que a situação merece reflexão, especialmente da imprensa.
Apenas três candidatos compareceram ao debate: Caiado, Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). A Lei das Eleições de 1997 obriga emissoras a convidar candidatos de partidos com ao menos 5 congressistas, mas não obriga os candidatos a aparecerem — a presença é voluntária.
A equipe de Lula justificou a ausência dizendo que ele seria o principal alvo dos adversários e que tende a priorizar debates de maior audiência. Flávio Bolsonaro condicionou sua participação à presença de Lula, com a avaliação de que, sem o petista, ele concentraria as críticas dos demais. Zema anunciou a falta no mesmo dia, às 12h01, alegando que a mudança de data — de 16 para 23 de agosto — havia sido aceita com a expectativa da presença de Lula e que, sem ele e outros concorrentes, a alteração "perdeu o seu propósito inicial".
Na última pesquisa Datafolha, Lula lidera com 39% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro.
Fonte: Poder360




