O Brasil está realizando, até 19 de setembro, a Operação Potiguar 2 no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, em Parnamirim, no Rio Grande do Norte. A missão testa, em condições reais de voo, o sistema de recuperação da Plataforma Suborbital de Microgravidade Recuperável, a PSM-R — uma plataforma que sobe ao espaço e consegue voltar à Terra com os equipamentos e dados coletados.
O foguete responsável pelo lançamento é o VS-30 V16, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço. Ele tem cerca de 9 metros de comprimento, 600 milímetros de diâmetro e massa de aproximadamente 1,6 tonelada. As simulações indicam que ele pode chegar a cerca de 100 quilômetros de altitude e percorrer aproximadamente 90 quilômetros. A carga útil, a própria PSM-R, pesa 401 quilos.
A plataforma conta com sistema de paraquedas para o retorno, módulos de experimentos, módulo de serviço e controle, sistema de gás frio, anéis de balanceamento e um mecanismo chamado ioiô, que ajuda a controlar a velocidade de rotação antes da separação da carga útil.
A primeira fase da Operação Potiguar, realizada em 2024, foi voltada à verificação dos procedimentos e sistemas de lançamento. Agora, o foco é confirmar se o sistema de recuperação funciona como planejado. Cerca de 160 militares e servidores civis participam da missão. A operação também envolve sistemas de rastreamento e telemetria e exige articulação com os órgãos de controle do espaço aéreo e marítimo. O CLBI, inaugurado em 1965, foi o primeiro centro de lançamentos espaciais da América do Sul e já participou de mais de 400 lançamentos de foguetes.
Fonte: Agencia Brasil




